Na evolução natural da Ciência da Administração, que ocorre em face das mudanças e necessidades da sociedade moderna, nunca foi tão evidente a importância da contínua adequação técnica e gerencial do administrador frente aos novos desafios que se interpõem em sua trajetória.
Com a rápida obsolescência das informações e a grande dificuldade de se filtrar e gerenciar o conhecimento eficientemente, o administrador se depara com um dos seus maiores obstáculos: estar atualizado e capacitado para gerir as organizações de maneira a atender às prementes necessidades socioeconômicas e ambientais da atualidade. São múltiplas as variáveis que devem ser gerenciadas de maneira holística, coerente e sistemática, visando à reestruturação do capitalismo tradicional, para convertê-lo num novo modelo de desenvolvimento social, econômico e ambiental. Um modelo que deverá se respaldar sobre formas criativas de comandar e tomar decisões, gerenciar pessoas, relacionar-se com clientes e fornecedores, disseminar valores e conscientizar comunidades, buscando o equilíbrio entre as necessidades organizacionais e as necessidades ecossistêmicas.
As organizações sempre tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da humanidade, especialmente a partir da Revolução Industrial, quando passaram a explorar indiscriminadamente os recursos ambientais finitos. A transformação desses recursos em bens de consumo gerou grande quantidade de resíduos perenes, poluição do ar, do solo e dos recursos hídricos. Estas organizações se sustentaram - e algumas até hoje o fazem - sobre os pilares da degradação ambiental, institucionalizando a cultura do consumismo desenfreado, que até então era visto como uma vertente desenvolvimentista positiva.
Uma das questões fundamentais que se coloca diante do profissional moderno, portanto, é a responsabilidade socioambiental, que derruba por terra as premissas do Capitalismo Industrial e do Iluminismo, em que o crescimento econômico e o desenvolvimento da ciência a qualquer custo, respectivamente, seriam suficientes para estabelecer definitivamente a felicidade e o bem-estar das pessoas. Em síntese, os fins não mais justificam os meios, já que a degradação socioambiental, provocada pela concentração das riquezas geradas em paralelo à socialização das perdas, não se justifica mais dentro dos inovadores conceitos da gestão organizacional.
Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de se adotar uma nova postura por parte do profissional da administração, com o objetivo de se promover a transformação dos antigos valores, embasando o novo modelo de desenvolvimento humano sobre os preceitos ideais da sustentabilidade empresarial, econômica, social e ambiental.
Em função desses desafios, o gestor consciente deve buscar ativamente a manutenção e, principalmente, a atualização contínua de suas habilidades e competências profissionais. Cria-se, desta forma, canais eficientes para que seu conhecimento aplicado resulte em ações positivas na urgente reorganização das diretrizes que regulam o próximo estágio de desenvolvimento humano.
Uma das formas para se adotar tal postura, promovendo a aderência gerencial às novas transformações iminentes, é a busca autônoma pela educação continuada. Isto se dá através de cursos de especialização e pós-graduação oferecidos pela maioria das Instituições de Ensino Superior. Seja seguindo a linha da pesquisa acadêmica, ou buscando a aplicação imediata do conhecimento construído por meio da reflexão crítica da realidade, o gestor estará inserido no contexto de reestruturação social, econômica e ambiental. Esses cursos, além de preencherem as lacunas curriculares que as escolas de graduação ainda não preenchem – devido ao fator tempo - potencializam a competitividade do profissional e as mudanças almejadas pela sociedade. As organizações percebem a imprescindibilidade da contratação de gestores que se submetem à contínua atualização profissional, pois entendem que eles são fundamentais para a perenidade empresarial no modelo de desenvolvimento ditado pelo século XXI.
Com instrutores atuando diretamente no mercado, muitas vezes como consultores de grandes empresas, tais cursos incrementam sobremaneira a qualificação dos gestores socioambientais, gerando diferenciais que serão refletidos diretamente na busca das soluções para os novos desafios organizacionais. As equipes de instrutores são construídas de maneira a preservar a multidisciplinaridade inerente aos grandes desafios, formadas por administradores, engenheiros, advogados, biólogos e outros profissionais, que proporcionarão uma visão integrada das ciências socioambientais. Com o exercício intelectual consolidado através das especializações, busca-se instigar a transformação delineada pelas premissas do desenvolvimento sustentável.
Portanto, os desafios impostos pelo antigo modelo desenvolvimentista, serão melhor analisados, avaliados e superados pelos profissionais quando houver a verdadeira percepção de que a formação profissional básica, a graduação, não será suficiente para inseri-los no mercado atual. O gestor que buscar seu crescimento contínuo por meio de cursos de especialização, logrará maiores chances de êxito, não só em sua carreira, mas nas prementes questões e desafios que ele encontrará no seu trajeto profissional. E quem ganha é toda a sociedade, contemplando as transformações ideais embasadas na sustentabilidade, pelas quais ela tanto clama.